O Pix atingiu uma marca histórica no país ao ultrapassar, em setembro de 2026, a barreira de 1 bilhão de chaves cadastradas, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). O sistema encerrou o mês com 1,008 bilhão de registros ativos, apresentando um salto relevante em relação aos 998 milhões contabilizados no mês anterior e acumulando um crescimento de cerca de 80 milhões de chaves desde o final de 2025.
Média de 6 Chaves por Usuário
Apesar do expressivo volume de chaves, a marca não reflete a quantidade individual de usuários, uma vez que cada cliente pode vincular mais de um identificador às suas contas. De acordo com o BC:
- Base de clientes: Cerca de 170 milhões de pessoas físicas e jurídicas utilizam o sistema, resultando em uma média próxima a seis chaves por cliente.
- Pessoas Físicas: Respondem pela ampla maioria das chaves, somando 956,7 milhões de registros.
- Pessoas Jurídicas: Representam 51,2 milhões de cadastros.
Chaves Aleatórias São as Mais Populares
Mais da metade dos registros no país correspondem a chaves aleatórias, opção preferida por garantir maior privacidade ao dispensar o compartilhamento de dados pessoais como CPF, número de celular ou e-mail.
A distribuição dos tipos de chaves cadastradas é a seguinte:
- Aleatórias: 526,8 milhões (52,3%)
- Celulares: 166,3 milhões (16,5%)
- CPF: 153,9 milhões (15,4%)
- E-mails: 144,6 milhões (14,3%)
Movimentação Financeira Recorde
A expansão no cadastro de chaves reflete o uso diário massivo da ferramenta na economia nacional. Somente no mês de setembro, o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central processou 7,1 bilhões de transações, movimentando uma quantia aproximada de R$ 3,2 trilhões. Esses números contemplam as operações efetuadas entre instituições distintas, sem contar as transferências realizadas internamente entre correntistas de um mesmo banco.
Regras de Cadastro e Segurança
Cada pessoa física pode cadastrar até 5 chaves por conta bancária, enquanto empresas têm limite de até 20 chaves por conta. Embora facilitador, o uso da chave Pix não é obrigatório para transações, permanecendo disponíveis alternativas como dados bancários tradicionais e QR Codes.
Diante do volume de transações, o Banco Central reforça a importância de verificar os dados do destinatário antes de confirmar qualquer envio. Paralelamente, a autoridade monetária segue desenvolvendo e aprimorando mecanismos para impedir o registro não autorizado de chaves por terceiros e coibir fraudes.